sexta-feira, 8 de maio de 2009

cotidianus domesticus

Acordo com o canto das buzinas de automóvel, alimento as plantas, rego o gato e troco a areia do peixe. Meu ecossistema funciona como um relógio suíço, eliminadas as partes sobressalentes e dando-se corda ao contrário, naturalmente. Passo o café e as cuecas, penduro a conta no varal e preparo a minha própria comida, algo digno de estudos por parte da NASA e que qualquer dia ainda vai dar na pedra filosofal ou num cálculo renal de brinde. Arredonda-se para baixo, noves fora o cafezinho, e vamos do topo da cadeia alimentar para o trono de direito, que tudo o que sobe desce, o que entra sai, e é pela obra que se conhece o autor. Cantamos parabéns ontem — eu, o gato, o peixe e as plantas — para o frango no congelador, que está fazendo aniversário, e apesar de não botar ovos de ouro pelo menos não incomoda ninguém. À esta altura já deve pensar que é mesmo um pingüim de geladeira.

Um comentário:

Gomez disse...

hahaha, demais vagabundo!