1. Não demorou muito para que a tecnologia evoluísse até o ponto dos implantes cerebrais. O novo iBrain trazia não apenas atualizações automáticas ㅡ para não dizer obrigatórias ㅡ a cada 15 segundos, como passou a vir instalado de fábrica em todos os bebês a partir da geração Z, incluindo um manual de instruções e termo de adesão em nanotipografia. Provia acesso ilimitado a todo o acervo musical, pornográfico, literário, científico e meteorológico da humanidade ㅡ mediante cobrança imediata em cartão de crédito, naturalmente. Os algoritmos não ficaram pra trás: todo o conteúdo disponibilizado era previamente calculado de acordo com o perfil socioeconômico, cultural e ontogênico dos usuários. De forma imperceptível, seus feeds pessoais e prováveis interesses passaram a ser gentilmente sugeridos a cada piscar de olhos, embora a tênue linha entre a sugestão e a imposição fosse cada vez mais desfocada. Não que alguém se importasse com isso. Conveniência acima de tudo, convenhamos. “Keep it greasy, so it will go down easy”, já dizia aquela canção. Mas como o sistema funcionava, na prática? Digamos que você passaria a gostar de música pós-pop industrial-eletrônica sem saber porque, mesmo sempre tendo sido um fervoroso ouvinte de tangos e boleros. Quando menos percebesse, estaria assobiando o último e recém-lançado sucesso das paradas, talvez perguntando-se inconscientemente “de onde eu conheço essa merda?”, e sendo cobrado por isso. Aquela música grudenta, que não saía da cabeça por nada, não apenas tocava em intervalos programados ㅡ intercalada com a sua programação pessoal, o que provia a sensação ilusória de controle e liberdade totais ㅡ, como passava a influenciar, de fato, os seus gostos e decisões. O novo sistema de Mind Royalties provou-se o mais eficiente modo de cobrança e fonte de receita para a indústria musical desde a invenção do tonalismo, mas felizmente não duraria muito, como veremos a seguir.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
quadrúpede orquestra - esculpindo vento
disco novo de canções velhas, gravado ao longo de 3 anos em encontros esporádicos com meu chapa pâncreas em brasília. 10 faixas, 24 minutos. se preferir, ouça aqui.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
a curiosidade matou o fato
i.
“Para presidente, vote Agnaldo Taumaturgo”. À primeira vista, nada muito original, é bem verdade. Mas ao longo (sic) dos seus 4 suados segundos no horário eleitoral, a única e curiosa proposta foi se revelando, no mínimo, inovadora. “Eu tenho um segredo”, dizia, “O maior dos segredos, a verdadeira solução para os problemas do país”. Era preciso, naturalmente, dizer tudo muito rápido. Praticamente cuspir as palavras para caber no curto espaço de tempo do quadro, o que a princípio apenas provocou, após a mais absoluta indiferença, uma estranheza momentânea nos lares da classse média. “Foi isso mesmo que eu ouvi?”, perguntariam-se as donas de casa entre uma garfada e outra do jantar, ao que os maridos provavelmente responderiam “Isso o quê? Passa o sal”, e assim em diante. Mas o incrível poder da repetição, aliado à simplicidade do discurso, bastaram para despertar a atenção e conquistar aos poucos, se não a confiança, a curiosidade dos eleitores para com o extravagante candidato. Sorrateiro como uma mensagem subliminar ― uma pérola bruta incrustada em pleno horário nobre, espremida entre os gigantes de campanhas multimilionárias e superproduzidas ―, seu exótico lema foi repetido à exaustão, a cada dia provocando o arquear de mais sobrancelhas incrédulas.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
indo ao dentista
Ir ao dentista é mais uma pequena experiência em que se deve participar esporadicamente para compreender por completo o escopo do ser humano. Trata-se não apenas de um doloroso – e caro –, mas entediante processo ao qual esses comparecem em troca de não passar o fio dental todo santo dia.
Para se ir ao dentista, primeiro é preciso passar por uma salinha pequena e de decoração duvidosa, com uma televisão ligada em algum canal chato e revistas velhas e amassadas de fofoca ou semanários de direita amontoadas dentro de uma cesta ou sobre uma mesinha baixa, ao lado de um sofá desconfortável. Deve-se sentar com estranhos no sofá, em silêncio constrangedor e evitando contato visual – para evitar suspeitas quanto à sua procedência geográfica ou preferência política –, e dirigir-se apenas à senhora do outro lado do balcão, também no recinto, que se encontrará lendo algum livro de auto-ajuda ou pintando as unhas enquanto atende ocasionais telefonemas.
Após um período que pode variar entre trinta e noventa minutos, em média, ao qual os pacientes vão entrando e saindo do consultório, se é chamado e deve-se largar, educadamente, o artigo sobre as férias da atriz da novela na Riviera francesa pela metade em cima do sofá, levantar-se e andar até a porta, onde o doutor (ou a doutora) estará nos esperando com a mão fria e macia estendida e um sorriso, ironicamente amarelo, no rosto. Após breves cumprimentos e saudações, ele (ou ela) nos guiará à cadeira odontológica e sua assistente (geralmente ela), à qual ainda não fomos sequer apresentados, irá prontamente se encarregar dos acessórios da sessão, a saber: um babador de criança, um guardanapo e um sugador de saliva com motorzinho. Não é preciso estranhar os objetos empregados neste tipo de ritual, que poderão ainda compreender uma escarradeira de platina, um espelhinho curvo e – caso você esteja sem sorte – uma broca de tamanhos variáveis. A partir desse ponto, reaja normalmente. Não é preciso conter os gritos e as contorções, já que o doutor e a sua assistente são profissionais tarimbados (espera-se) e estarão acostumados aos pacientes mais dramáticos. Deixe-os trabalhar e abstraia eventuais sangramentos e injeções.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
elevadores
Para evitar a fadiga, o ser humano eventualmente desenvolveu um mecanismo destinado a substituir as arcaicas “escadas”1 nos edifícios de mais de dois pavimentos. Trata-se de uma micro ecossistema suspenso no ar por cordas de aço, em sistema de contrapeso, para elevação vertical mediante operação de botões e interação social indesejada. Dito assim, soa complicado, mas o procedimento é simples: apertar o botão, esperar o elevador, aguardar a porta se abrir e as pessoas saírem, entrar, descobrir o andar no painel, apertar-se no recinto com um punhado de desconhecidos, evitar puxar assunto, suar frio, observar o itinerário indicado no visor, torcer para o elevador não quebrar, pedir licença para passar quando chegar a sua vez, desviar dos passageiros no sentido contrário e desembarcar são e salvo alguns metros acima ou abaixo do ponto de partida, de preferência no andar certo.
1. Devidamente decifradas pelo teórico J. Cortázar, no tratado "Instruções para subir uma escada" (1964)
segunda-feira, 21 de julho de 2014
auto-arqueologia sonoro-biográfica
Por muitos anos gravei obsessivamente horas e horas de música, idéias, ensaios, conversas de bar e ruídos em geral, em fitas k7 raramente rotuladas e posteriormente esquecidas no fundo de uma gaveta. O surrado AIWA TP-VS470 resistiu bravamente até o fim de 2013, quando foi aposentado por invalidez. Nesse meio tempo, arquitetei diversas tentativas de formar bandas (algumas, de um dia só), que criaram repertório, em maior ou menor grau, e fizeram parte da minha formação e aprendizado na arte de tocar com outras pessoas - contraponto ao apreço pela solidão e isolamento. Uma dessas tentativas eventualmente se tornaria o Chapa Mamba, outras transmutaram-se em projetos paralelos, e a maioria ficou apenas na lembrança e nesses pobres registros resgatados de HDs antigos - por vezes apenas fragmentos e cortes arbitrários, de baixíssima fidelidade.
Contexto é tudo. São gravações precárias de performances por vezes inseguras, obviamente de alto valor sentimental, mas que também demonstram a vontade e urgência juvenis depositadas em milhares de ensaios, encontros, tentativa e erro de se criar algo único. Essa seleção traz algumas composições que em algum momento foram importantes para mim, e que de alguma forma atingem memórias nostálgicas de uma cena imaginária da qual fizemos parte. Talvez não interessem a mais ninguém, mas propus a mim mesmo reavaliar esses arquivos com ouvido crítico, apenas para constatar que sim, havia algo latente ali, de alto potencial, algo que espero continuar desenvolvendo enquanto puder.
Obrigado Paulo Mello, André Borges, Guilherme Souto, Yuri Mello, Daniel Guedes, Endrigo Bastos, André "Pâncreas" Campos, Iano Fazio, André Costa e Bruno Lima por terem tocado comigo nessas faixas, desculpem expô-los dessa forma. (Éramos jovens e inocentes, é a desculpa perfeita.) Obrigado aos outros amigos que infelizmente não apareceram nessa tosca seleção.
ONE-BAND-MAN (2005 - 2012)
A
de ontem em diante o amanhã é hoje
dança do intestino
passarinho
flauta doce *
quem não chora não mama
aquela do três-três
a vida é bélica *
B
pássaro de fogo
a propaganda da televisão *
metal
quem não chora não mama
orangotango-marimbondo
dança do destino
o fantasma da máquina
quem não chora não mama
Gravado em cassete, exceto quando indicado (*)
terça-feira, 15 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
parada gráfica 2014
Estarei em Porto Alegre no fim do mês, para participar da Parada Gráfica, que acontece no Museu do Trabalho nos dias 26 e 27 de julho. O frio deve estar de lascar, mas faz tempo que quero conhecer a cidade, habitada por monstros como Fabio Zimbres e Rafael Sica, só para citar dois.
Além do material da Beleléu, dividiremos a mesa com o Selo Rabanete, da Clara, e daremos uma oficina de quadrinhos no domingo. As inscrições estão abertas e a oficina, assim como o evento, é gratuita.
Pra completar, toco com o Chapa Mamba na festa de abertura, no sábado! Barba, cabelo e bigode.
Mais informações sobre isso em breve.
PARADA GRÁFICA 2014
@ Museu do Trabalho
26 e 27 de julho
+infos
paradagrafica.tumblr.com
fb.com/aparadagrafica
Além do material da Beleléu, dividiremos a mesa com o Selo Rabanete, da Clara, e daremos uma oficina de quadrinhos no domingo. As inscrições estão abertas e a oficina, assim como o evento, é gratuita.
Pra completar, toco com o Chapa Mamba na festa de abertura, no sábado! Barba, cabelo e bigode.
Mais informações sobre isso em breve.
PARADA GRÁFICA 2014
@ Museu do Trabalho
26 e 27 de julho
+infos
paradagrafica.tumblr.com
fb.com/aparadagrafica
terça-feira, 27 de maio de 2014
livro de artista
soa pretensioso, mas é simples:
A Humanidade É Um Bêbado Chato Que Não Vai Embora
7,5 x 6,4 cm | 36 p.
carimbo de tipos móveis
exemplar único
2014
domingo, 20 de abril de 2014
cabeceira
o dinossauro arrumou um emprego, em cores, e está dando as caras no facebook/instagram da editora rocco em uma campanha para desmistificação do universo dos e-books.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sábado, 22 de março de 2014
chapa mamba no largo do machado [19 de abril]
sexta-feira, 21 de março de 2014
Dos enganos, cobranças e implicações metafísicas do gancho
Hipótese a.
Gostaria de deixar um recado pra Dona Iracy: seus cobradores mandam avisar, pela trigésima vez essa semana, que o nome da senhora está na lama, mais sujo que pau de galinheiro, e vai, definitivamente, entrar no Serasa no SPC e na boca do sapo caso não quite as parcelas eternas do crediário. Dos interlocutores já nem lembro mais. Light, Americanas, Casas Bahia, Net, Açougue do Nonô... De ampla gama, é fato, e leque farto: não importa o expediente, não têm o menor pudor em telefonar às 7 da manhã do sábado, às 16:20 de uma terça-feira ou no exato momento em que a panela está no fogo alto e a gente tem que sair correndo para atender e ainda ser paciente com a telefonista, para voltar correndo e encontrar o almoço irremediavelmente queimado. Credora em quinze estados, escapista sem-vergonha, Dona Iracy provavelmente haverá tomado chá de sumiço tão logo pôs os pés na rua, carregada de muamba ‒ não sem antes colocar justamente o número do meu telefone no formulário de cadastro de todas as vinte e sete filiais da loja de piscinas infláveis ou da revendedora de mobiletes usadas, no quinto andar de uma antiga fábrica de tapetes persas que agora funciona como locadora de vídeo. Mas existirá, de fato, Dona Iracy? Não fossem os enganos recorrentes, eu mesmo jamais teria tomado conhecimento de sua mal-falada serventia. Talvez o nome seja, também, falso como o número de telefone que ela inventou para fugir das dívidas. Dona Iracy, inadimplente e malandra, tomou banho de loja, parcelou deus e o mundo no cartão do Seu Gervásio e se mandou, sumiu do mapa.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
CHAPA MAMBA - S/T (2014) TNR.064
Finalmente saiu o primeiro disco da minha banda, Chapa Mamba, via Transfusão Noise Records.
Ele foi praticamente gravado em 3 dias de 2013, no Interestellar Lo-Fi, mas só agora vê a luz do dia.
É engraçado como, mesmo depois de gravadas, as músicas nunca estão, de fato, prontas.
Alguns arranjos estão sempre em evolução, e vamos descobrindo novas sutilezas e possibilidades.
Dito isso, é o que temos pra hoje.
São 10 faixas, algumas delas bem antigas, num total de 31 minutos, e dá pra ouvir tudo aqui: chapamamba.bandcamp.com
_
No dia 2 de março tem show no Escritório, pra comemorar o disco e, de quebra, o carnaval.
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ps: saiu uma resenha bem legal no site Miojo Indie
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Música de Computador vol.5
1. Freelancer Dilema
2. Coentro É Bom
3. Dipirona Cafeína
4. Vibe Enferrujado
5. Aquilo Roxo
6. Eu Não Quero Dizer Nada
7. Tudo É Dor
(21:21)
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Música de Computador vol.4
Terminando as pendências do ano, aí vai o quarto volume da série.
Esse disco está um pouco mais lo-fi do que os outros, tem uns trechos experimentais, mas na sua maioria são músicas até bonitinhas (na medida do possível).
Toda a coleção requer uma certa persistência do ouvinte, especialmente no que diz respeito ao timbre das obras. Não espere nada que tocaria no rádio.
Dito isso, ouve quem quer:
Música de Computador vol.4 (2013)
O próximo deve sair em breve, é um pouco mais agitado e bem diferente desse.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
arqueologia musical
Escavando velhos HDs, encontrei uma penca de arquivos de composições pré-históricas, experimentos sonoros e primeiras tentativas de gravação em midi. Achei que dariam um bom contraponto à série Música de Computador, apresentando os primórdios dessa onda torta e solitária que, apesar de estimulante, me impulsiona a tocar de verdade, com outros seres humanos. De qualquer forma, uma parcela importante da minha "formação" enquanto músico obscuro, mas esforçado. E de alto valor sentimental, vá lá. Chuif.
Para os bravos:
Música de Computador - Early Works vol.1 (2002-2008)
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Stravinsky, música e processo criativo
Prosseguindo na leitura do livro Poética Musical em 6 lições - transcrição de uma série de palestras de Stravinsky na universidade de Harvard em 1939, traduzido por Luiz Paulo Horta -, achei de bom tom compartilhar outros trechos, que tratam desde o processo criativo da composição musical (ou de qualquer outra área) à crítica especializada, além da performance versus a reprodução mecânica, tema já abordado nesse post sobre um texto de Charles Rosen.
Grande parte das considerações do texto, a meu ver, não se aplica exclusivamente à música.
Stravinsky discorre sobre a feitura da arte em geral, e mais especificamente da música, colocando a inspiração em seu devido lugar, como consequência de um envolvimento anterior com o fazer. Defende a importância de regras particulares, limitações auto-impostas para a amplificação da liberdade criadora, e desdenha da aura sobre-humana delegada à figura do artista. É interessante notar, também, a preocupação que ele demonstra com a passividade do ouvinte gerada pelo "excesso de informação" com a difusão musical via rádio, em detrimento da educação musical, isso há mais de 70 anos.
Grande parte das considerações do texto, a meu ver, não se aplica exclusivamente à música.
Stravinsky discorre sobre a feitura da arte em geral, e mais especificamente da música, colocando a inspiração em seu devido lugar, como consequência de um envolvimento anterior com o fazer. Defende a importância de regras particulares, limitações auto-impostas para a amplificação da liberdade criadora, e desdenha da aura sobre-humana delegada à figura do artista. É interessante notar, também, a preocupação que ele demonstra com a passividade do ouvinte gerada pelo "excesso de informação" com a difusão musical via rádio, em detrimento da educação musical, isso há mais de 70 anos.
É longo, mas vale a pena.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
T.O.C.
tenho mania de ler os meus textos traduzidos porcamente pelo google
rever possibilidades de interpretação
e significados ocultos
ouvir as minhas gravações aceleradas, ao contrário, do avesso
em outros tempos e outros tons
enxergar tudo por todos os lados
rever possibilidades de interpretação
e significados ocultos
ouvir as minhas gravações aceleradas, ao contrário, do avesso
em outros tempos e outros tons
enxergar tudo por todos os lados
domingo, 1 de dezembro de 2013
todos na rua, 2ª edição
Para além do velho papinho de que não há espaço para se tocar no Rio de Janeiro, ou de que nada acontece fora dos parcos holofotes do independente legalizado e bonitinho new-mpb, ou do experimentalismo hermético (isso sem mencionar o samba, o mainstream-mainstream, o funk e o radinho de pilha), o Todos na Rua explora o caminho do meio e mostra a cara de uma cena rock quase invisível - mas com fiéis apreciadores -, no Rio de Janeiro, sem o aval de ois efe-emes, deques discos, estúdios erre-jotas, circos voadores ou de pautas no segundo caderno (nada contra, não é esse o ponto).
A Transfusão Noise Records, em 10 anos de estrada e mais de 60 discos no catálogo - muitos deles inteiramente gravados no Interstellar Lo-fi, o lendário estúdio em um pequeno quarto em São João de Meriti -, conta com uma infinidade de bandas em seu elenco e promove, nesse domingo, a segunda edição desse evento com palco ao ar livre e entrada franca. No melhor estilo faça-você-mesmo, independente de apoio governamental, de casas de show, patrocinadores, modinhas ou qualquer mídia tradicional; depende-se aqui, exclusivamente, das condições meteorológicas, da vontade do público, e do suor e equipamentos das próprias bandas. Na raça, fera. O evento traz muita música e boas vibes para os ares abandonados do domingo no Saara, pertinho da Praça Tiradentes.
Quem for, verá.
domingo
08/dez, 14h
Todos na Rua / Transfusão Noise Records
Rua Luis de Camões esquina com Gonçalves Lêdo
(próximo à praça Tiradentes)
Centro
Rio de Janeiro (RJ)
poética musical
Vivemos um período em que a condição humana passa por profundas transformações. O homem moderno vem perdendo progressivamente a sua compreensão dos valores e o seu senso de proporções. Essa inaptidão para entender realidades essenciais é extremamente séria, levando de modo infalível à violação das leis fundamentais do equilíbrio humano. No domínio da música, as consequências desse equívoco são as seguintes: por um lado, existe a tendência de afastar o espírito do que chamarei de alta matemática da música, de modo a degradá-la a uma utilização servil, de vulgarizá-la adaptando-a às exigências de um utilitarismo elementar - como logo veremos ao examinar a música soviética. Por outro lado, como o próprio espírito está enfermo, a música de nosso tempo, especialmente a música que advém de si mesma e que se crê pura, traz com ela os sintomas de um defeito patológico, e espalha os germes de um novo pecado original. (...)
domingo, 10 de novembro de 2013
FIQ 2013
_
Entre os dias 23 e 25 será a vez de lançarmos os livros em São Paulo (data exata a confirmar).
Stay tuned.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
happening da transfusão @ audio rebel
......................
sábado
2 de novembro
18h / $10
com
chapa mamba
lê almeida
the john candy
@ audio rebel
visconde silva 55
botafogo
evento no facebook
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
FRIQUINIQUE: última semana de pré-venda
Esta é a última semana de pré-venda do livro FRIQUINIQUE!
Até sábado ainda dá pra comprar com um descontão e surpresinhas aqui: http://belel.eu/friquipre
Depois disso, estaremos no FIQ e a loja entra em recesso até o fim de novembro.
Até sábado ainda dá pra comprar com um descontão e surpresinhas aqui: http://belel.eu/friquipre
Depois disso, estaremos no FIQ e a loja entra em recesso até o fim de novembro.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Rudolfo e a Maquininha de Encolher Pensamento
Trecho da minha história para o zine Rudolfo e a Maquininha de Encolher Pensamento, título extra da serie FRIQUINIQUE, que sai em livro mês que vem. O zine traz quatro histórias inéditas, com tiragem limitada de 80 exemplares. Tudo isso está em pré-venda na loja da Beleléu.
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