
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
presente de natal
Pacote com
A IMPORTANTE DAS PALAVRAS ORDEM É
+
MEDÍOCRE
por apenas R$ 10
na Kingdom Comics, Conic!
A IMPORTANTE DAS PALAVRAS ORDEM É
+
MEDÍOCRE
por apenas R$ 10
na Kingdom Comics, Conic!
domingo, 21 de dezembro de 2008
pigarro
ram raãm
errrr
gue rrmmmm
rwe rêm
*voltamos agora à nossa programação anormal.
errrr
gue rrmmmm
rwe rêm
*voltamos agora à nossa programação anormal.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
prejuízo
sempre confiei nos Correios, e por mais estranho que pareça, me sinto realmente útil e feliz quando vou nas agências mandar seja-lá-o-que-for pra qualquer-lugar-que-seja. não me lembro de ter tido problemas com os serviços, mesmo com encomendas internacionais, ou recebendo dinheiro vivo (miúdo, diga-se) em caixa postal.
mas acabo de receber a péssima notícia de que o carregamento de 20 livros (daquela série NUMERADA de 200, lembra?) para Vila Velha/ES chegou completamente inutilizado, em frangalhos, ensopado.
já não tenho as manhas dos business, e a parada ainda é vendida a preço de custo... registrei uma reclamação no saite dos Correios, e apesar de não ter feito seguro do conteúdo, espero realmente que me compensem o valor do material perdido. (vai sonhando) foda.



mas pra quem ainda quiser o seu exemplar d'A IMPORTANTE DAS PALAVRAS ORDEM É, na minha mão é mais barato. mande um e-mail para stevzstevz(arroba)gmail.com e garanta o seu.


*a encomenda era pro pessoal da Revista Prego, que está mandando ver lá no Espírito Santo. semestre que vem sai o número 3 da revista, com participação minha.
mas acabo de receber a péssima notícia de que o carregamento de 20 livros (daquela série NUMERADA de 200, lembra?) para Vila Velha/ES chegou completamente inutilizado, em frangalhos, ensopado.
já não tenho as manhas dos business, e a parada ainda é vendida a preço de custo... registrei uma reclamação no saite dos Correios, e apesar de não ter feito seguro do conteúdo, espero realmente que me compensem o valor do material perdido. (vai sonhando) foda.



mas pra quem ainda quiser o seu exemplar d'A IMPORTANTE DAS PALAVRAS ORDEM É, na minha mão é mais barato. mande um e-mail para stevzstevz(arroba)gmail.com e garanta o seu.


*a encomenda era pro pessoal da Revista Prego, que está mandando ver lá no Espírito Santo. semestre que vem sai o número 3 da revista, com participação minha.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
botânica
A planta carnívora de estimação
do João
na verdade era vegetariana,
o que fazia dela
uma planta canibal.
do João
na verdade era vegetariana,
o que fazia dela
uma planta canibal.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
linhas cruzadas
Gilmar pediu a pizzaria em casamento
enquanto Vilma achava "uma calabresa grande"
o pior pedido de desculpas que já ouvira,
além de proposta muito indecente.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
falha técnica
jerônimo johnson
Upload feito originalmente por roberta ar
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
NOVIDADES

livros novos no pedaço:
A IMPORTANTE DAS PALAVRAS ORDEM É, um livrinho de frases ilustradas para crianças e adultos em formatinho 9 x 9 cm.
e MEDÍOCRE, do comparsa Biu, que é uma coletânea de contos, com capa serigrafada e trilha sonora.
os dois têm edição limitada e numerada de 200 exemplares.
em breve, informações sobre como adquirir o seu.
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LANÇAMENTO:
estaremos em São Paulo lançando os livros no dia 7 de Novembro, sexta-feira, às 19:30 hs na LIVRARIA HQ MIX, que fica na Praça Roosevelt 142, centro.
APRESENTAÇÃO:
o destemido Jerônimo Johnson se apresenta dia 9 de Novembro, domingo, com a sua banda-de-um-homem-só, abrindo para Zefirina Bomba e Detroit, na LIVRARIA DA ESQUINA, que fica na Rua do Bosque 1254, Barra Funda, também em Sampa.
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.
EXTRA:
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e pra quem fica por aqui no fim de semana, sábado dia 8 tem lançamento da revista Samba, da qual também participei, 17hs na Kingdom Comics, Conic.
domingo, 26 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
música
esqueleto
quem procura acha
extraterrestres na esplanada
quem você pensa que é
em breve, novidades.
agora vou ali buscar a batera e passar na gráfica.
quem procura acha
extraterrestres na esplanada
quem você pensa que é
em breve, novidades.
agora vou ali buscar a batera e passar na gráfica.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
gaveta
Encontrei aqui esse texto, feito prum extinto concurso da extinta "bizz". Se não me engano, o tema era "música e tecnologia". Relendo agora, onde é que eu estava com a cabeça?
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..Desde que o homem descobriu o fogo, sua vida e a arte que a imita nunca mais foram as mesmas. Depois inventaram o palito de fósforo e, consequentemente, a caixinha de fósforo. Aí nasceu o samba, mas essa é outra história.
..Desde que acendeu-se a lâmpada elétrica na cabeça de Thomas Edison e ele girou os cilindros da repetição em nem-tão-alto nem-tão-bom som para todos os ouvidos, a música nunca mais foi a mesma. Em pouco mais de um século, a revolução tecnológica da captação, armazenamento e transmissão de ondas sonoras talvez tenha mais importância do que o próprio desenvolvimento do tonalismo. Podemos sentar-nos no quarto barato de hotel ouvindo o blues de Robert Johnson executado por ele mesmo. Embebedarmos-nos ao tango de Gardel ou do bandoneón de Piazzolla. Amar a voz sussurrada da Billie Holiday no pé do ouvido ou, vá lá, balançar o esqueleto e cantar junto com os garotos do Dominó. Podemos conhecer os sons folclóricos mais remotos do Brasil recolhidos por Mário de Andrade. O que de certa forma democratiza o acesso à música popular não-escrita, desnecessária que se torna a presença física do autor. Aquela performance mágica, única, beirando a perfeição pode ser gravada e reproduzida quantas vezes o ouvinte desejar. O que às vezes torna eventuais erros parte integrante e inseparável da composição!
..A tecnologia nos permite ouvir melhor. Que o digam os amplificadores, captadores e microfones. A tecnologia de gravação do último século até hoje permitiu, ainda, uma mudança na forma de se pensar e executar música. Os overdubs tornam possíveis, por exemplo, discos inteiros em que uma só pessoa toca todos os instrumentos. Além de outras infinitas possibilidades. O advento do som estéreo e, mais recentemente, surround modifica totalmente a percepção da obra pelo ouvinte. O que nos leva à obra. Nascida com o tonalismo, tira a música dos rituais modais percussivos e vocais para as salas e câmaras de concerto. Transforma a música em material de consumo, como a tela leva a pintura para as paredes das salas de jantar e museus. O fonograma é a tela da música a partir do final do século XIX. E o disco, nosso velho conhecido, sua moldura. Como já dizia o Zappa: “A moldura é a coisa mais importante na arte. Sem ela não de pode saber aonde termina a arte e começa o mundo real. Você precisa colocá-la numa caixa, senão: ‘Que merda é aquela na parede?’ ” A tecnologia disponível pode modificar a forma de se criar e executar música de diferentes maneiras, seja permitindo novas possibilidades de timbre, de aprendizado e acesso, operação manual, ou simplesmente de marketing.
..O computador pode executar música impossível com sons inexistentes na natureza com extrema precisão e repeti-la quantas vezes necessário. O ser humano pode criar música incrível no computador, ou simplesmente lixo. O computador não cria nada sozinho. O ser humano pode usar a internet para aprender a receita de uma torta de maçã ou aprender a fabricar uma bomba caseira. Porém, se tudo isto está lá, é porque alguém botou. Podemos utilizar a internet para conferir o resultado da loteria e do bicho, aprender outra língua, ver as pirâmides do Egito, ou procurar material de zoofilia necrófila homossexual. Encontrar o último sucesso do Zeca Baleiro, a composição da banda de speed glam metal dum camarada do sul do Nepal, ou aquela gravação rara do “Concerto nº13 Em Sol Menor Para Bicicleta” executada pela Filarmônica Real de Maracangalha.
Sugestões de leitura e audição sobre o tema:
O SOM E O SENTIDO, do brasileiro José Miguel Wisnik.
A PIOR BANDA DO MUNDO, história em quadrinhos do português José Carlos Fernandes.
EDISON MUSEUM: http://www.nps.gov/archive/edis/edisonia/sounds.html
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..Desde que o homem descobriu o fogo, sua vida e a arte que a imita nunca mais foram as mesmas. Depois inventaram o palito de fósforo e, consequentemente, a caixinha de fósforo. Aí nasceu o samba, mas essa é outra história.
..Desde que acendeu-se a lâmpada elétrica na cabeça de Thomas Edison e ele girou os cilindros da repetição em nem-tão-alto nem-tão-bom som para todos os ouvidos, a música nunca mais foi a mesma. Em pouco mais de um século, a revolução tecnológica da captação, armazenamento e transmissão de ondas sonoras talvez tenha mais importância do que o próprio desenvolvimento do tonalismo. Podemos sentar-nos no quarto barato de hotel ouvindo o blues de Robert Johnson executado por ele mesmo. Embebedarmos-nos ao tango de Gardel ou do bandoneón de Piazzolla. Amar a voz sussurrada da Billie Holiday no pé do ouvido ou, vá lá, balançar o esqueleto e cantar junto com os garotos do Dominó. Podemos conhecer os sons folclóricos mais remotos do Brasil recolhidos por Mário de Andrade. O que de certa forma democratiza o acesso à música popular não-escrita, desnecessária que se torna a presença física do autor. Aquela performance mágica, única, beirando a perfeição pode ser gravada e reproduzida quantas vezes o ouvinte desejar. O que às vezes torna eventuais erros parte integrante e inseparável da composição!
..A tecnologia nos permite ouvir melhor. Que o digam os amplificadores, captadores e microfones. A tecnologia de gravação do último século até hoje permitiu, ainda, uma mudança na forma de se pensar e executar música. Os overdubs tornam possíveis, por exemplo, discos inteiros em que uma só pessoa toca todos os instrumentos. Além de outras infinitas possibilidades. O advento do som estéreo e, mais recentemente, surround modifica totalmente a percepção da obra pelo ouvinte. O que nos leva à obra. Nascida com o tonalismo, tira a música dos rituais modais percussivos e vocais para as salas e câmaras de concerto. Transforma a música em material de consumo, como a tela leva a pintura para as paredes das salas de jantar e museus. O fonograma é a tela da música a partir do final do século XIX. E o disco, nosso velho conhecido, sua moldura. Como já dizia o Zappa: “A moldura é a coisa mais importante na arte. Sem ela não de pode saber aonde termina a arte e começa o mundo real. Você precisa colocá-la numa caixa, senão: ‘Que merda é aquela na parede?’ ” A tecnologia disponível pode modificar a forma de se criar e executar música de diferentes maneiras, seja permitindo novas possibilidades de timbre, de aprendizado e acesso, operação manual, ou simplesmente de marketing.
..O computador pode executar música impossível com sons inexistentes na natureza com extrema precisão e repeti-la quantas vezes necessário. O ser humano pode criar música incrível no computador, ou simplesmente lixo. O computador não cria nada sozinho. O ser humano pode usar a internet para aprender a receita de uma torta de maçã ou aprender a fabricar uma bomba caseira. Porém, se tudo isto está lá, é porque alguém botou. Podemos utilizar a internet para conferir o resultado da loteria e do bicho, aprender outra língua, ver as pirâmides do Egito, ou procurar material de zoofilia necrófila homossexual. Encontrar o último sucesso do Zeca Baleiro, a composição da banda de speed glam metal dum camarada do sul do Nepal, ou aquela gravação rara do “Concerto nº13 Em Sol Menor Para Bicicleta” executada pela Filarmônica Real de Maracangalha.
Sugestões de leitura e audição sobre o tema:
O SOM E O SENTIDO, do brasileiro José Miguel Wisnik.
A PIOR BANDA DO MUNDO, história em quadrinhos do português José Carlos Fernandes.
EDISON MUSEUM: http://www.nps.gov/archive/edis/edisonia/sounds.html
domingo, 19 de outubro de 2008
departamento de rimas cretinas
lá vem o horário de verão
para apressar o cidadão
(tique tique taque
taque taque tique)
para apressar o cidadão
(tique tique taque
taque taque tique)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
calotes
Já são dois frilas seguidos em que as empregadoras simplesmente não entraram mais em contato e me deixaram chupando dedo, cheio de esboços fofinhos e sem um puto no bolso.
O primeiro, caricaturas pra convite de casamento. A gentil senhora enfatizou tanto a urgência do negócio, o seu desespero e correria por conta de toda a organização do evento, e o calote que havia levado do ilustrador original, e depois não se dignou a responder um e-mail sequer.
O último, criação de personagem para campanha infantil de hospital. Na verdade eu não tratei diretamente com os hospital, mas com a brilhante agência publicitária que me pagaria uma mixaria para depois mamar nas tetas da santa propriamente dita. Além de não saber muito bem o que queria, mandando algumas referências diversas depois que eu já havia começado, a sagaz publicitária também adotou a estratégia de solenemente ignorar os e-mails, desperdiçar o meu precioso tempo e não me pagar um centavo.
O primeiro, caricaturas pra convite de casamento. A gentil senhora enfatizou tanto a urgência do negócio, o seu desespero e correria por conta de toda a organização do evento, e o calote que havia levado do ilustrador original, e depois não se dignou a responder um e-mail sequer.
O último, criação de personagem para campanha infantil de hospital. Na verdade eu não tratei diretamente com os hospital, mas com a brilhante agência publicitária que me pagaria uma mixaria para depois mamar nas tetas da santa propriamente dita. Além de não saber muito bem o que queria, mandando algumas referências diversas depois que eu já havia começado, a sagaz publicitária também adotou a estratégia de solenemente ignorar os e-mails, desperdiçar o meu precioso tempo e não me pagar um centavo.
(na verdade eu tinha pensando nos olhos tipo os da mafalda...)
A partir de agora, freelance só com orçamento e contrato assinado.
Tenho mais o que fazer, como passar em concurso público, bater punheta e ver tevê.
Tenho mais o que fazer, como passar em concurso público, bater punheta e ver tevê.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
minha terra tem
setores
onde moram superquadras
minha terra tem
doutores
que só andam de motorista
setores
onde moram superquadras
minha terra tem
doutores
que só andam de motorista
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
feng-shui
o plano piloto
é um baguá
meio torto...
é um baguá
meio torto...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
fecha a conta
era um lugar que,
de tão convencido,
cobrava couvert por ouvido.
de tão convencido,
cobrava couvert por ouvido.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
trânsito modelo
Ao contrário do que se pensa, os engarrafamentos não surgiram com o automóvel: existem desde o tempo das navegações.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
ponto de vista
o brasil
é a china
da china
é a china
da china
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
se vira nos 20
.
.
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sábado, 20 de setembro de 2008
humor?

algumas das tiras que mandei pra (mais) um salão de humor, desta vez temático.
o foda é que os três prêmios englobavam todas as categorias, das tiras às caricaturas.
claro que ganharam 3 cartuns coloridinhos.
mas é isso, desisto de salões.
qualquer hora lanço uma revista só com os trabalhos rejeitados... já estão se acumulando.
sábado, 6 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
INTERURBANO BLUES
tiro a coragem do bolso direito
e jogo na calçada
aqui não precisa olhar pros dois lados
pra atravessar a rua
gente saindo pelo ladrão
e eu só mais um na multidão
atrás de um orelhão
muito obrigado pela informação
daquela rua errada
no fim da fila daquela esquina
está o encontro de nós dois
me dê licença aí, cidadão
que é importante a ligação
pra abrir meu coração
a secretária eletrônica dela
é muito educada
receptiva e bem-humorada
é toda ouvidos para mim
chamei a secretária então
pra viajar pelo japão
mas ela disse não
e jogo na calçada
aqui não precisa olhar pros dois lados
pra atravessar a rua
gente saindo pelo ladrão
e eu só mais um na multidão
atrás de um orelhão
muito obrigado pela informação
daquela rua errada
no fim da fila daquela esquina
está o encontro de nós dois
me dê licença aí, cidadão
que é importante a ligação
pra abrir meu coração
a secretária eletrônica dela
é muito educada
receptiva e bem-humorada
é toda ouvidos para mim
chamei a secretária então
pra viajar pelo japão
mas ela disse não
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ATUALIZAÇÃO:
O camarada Daniel Ilustróide roubou a letra pra fazer uma HQ maneira, que ele pretende mandar prum famoso salão de humor. Mas se depender do meu pé-frio pra essas coisas... rará.
sábado, 5 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
Rouco, Brazil
o otorrinolaringologista
pediu
para ouvir
a voz do brasil
pegou o estetoscópio prateado
gelado
mediu temperatura
altura, envergadura
salário e a conta bancária
-meu caro brasil,
isso não é nada não
é só uma pequena prisão de ventre
gases, enxaqueca
tome duas aspirinas no café
e pague seus impostos em dia
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pediu
para ouvir
a voz do brasil
pegou o estetoscópio prateado
gelado
mediu temperatura
altura, envergadura
salário e a conta bancária
-meu caro brasil,
isso não é nada não
é só uma pequena prisão de ventre
gases, enxaqueca
tome duas aspirinas no café
e pague seus impostos em dia
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
suspeitos
* aquela serigrafia das caveiras já está disponível na kingdom comics, no conic, para quem se interessar.
terça-feira, 24 de junho de 2008
o triste fim do palhaço paçoquinha
...Deu no único jornal da cidade, entre os classificados e o resultado da loteria: "Palhaço Paçoquinha finalmente consegue". Isso porque não era a primeira vez que tentava. Nem a segunda ou terceira, diga-se de passagem. A mais notória, sem dúvida, fora a décima quarta mirabolante tentativa, no verão de 85, que mobilizou todo o corpo de bombeiros e o guincho do Seu Zackarias no resgate do fusca no pântano. Mas outras também acabaram tornando-se lendárias, principalmente pela criatividade e variedade de métodos, dignos do artista que era.
...Acontece que, como nas armadilhas dos vilões americanos, faltava-lhe objetividade e, justamente por conta disso, jamais fora bem sucedido em seu propósito. A torta envenenada na cara causou-lhe apenas um incontrolável soluço que o atormentou por uma semana, além de uma diarréia dos infernos. Sobreviveu também ao choque da torradeira na banheira, mas o patinho de borracha não teve a mesma sorte. Da velha pistola d'água nem se fala. Certa vez tentou, ainda, intoxicar-se com o hélio dos balões, e acabou permanentemente com a voz esganiçada, o que atribuia-lhe efeito cômico mesmo nos momentos mais embaraçosos e inoportunos que vivesse.
...Mas Agenor Ladeira, o nosso ilustre palhaço, não fora sempre este incorrigível e deprimido suicida. Já tivera próspera carreira no circo. Respeitado por todos, era casado com a mulher barbada Marilu. Certo dia, porém, pedalando sua mini-bicicleta do trabalho para casa, pegou-a no flagra aos beijos com o barbeiro, com quem fugiu dias depois. Afogado em mágoas e dívidas de engraxate, Agenor nunca mais foi o mesmo. Desde então, decidido a dar cabo da própria vida, aprimorou-se nas entradas triunfais e saídas estratégicas. E, quando percebia a deixa do destino, não hesitava em concluir a piada. Mas nunca ria por último, coitado. Quando pulou da ponte José Pergolato Filho, ficou pendurado durante 5 longas horas, preso pelo cadarço desamarrado. Quando se jogava na frente dos carros, todos sempre paravam, confundindo o seu nariz com o semáforo.
...Enquanto isso, o palhaço Paçoquinha precisava continuar trabalhando. E lá ia ele, montado na sua bicicletinha, alegrar a festa de todas as crianças da cidade. E elas nunca se divertiram tanto, apesar dos pais acharem estranho o palhaço que modelava forcas e guilhotinas em balões coloridos e espirrava lágrimas pelas flores de lapela. Acontece que Paçoquinha era um palhaço nato, mesmo que não quisesse. E nunca foi tão aplaudido ou provocou tantas gargalhadas como quando engasgou naquele pedaço de marmelada, mudou de cor, abanou os braços, deu duas cambalhotas desengonçadas e estatelou-se no
chão.
...Acontece que, como nas armadilhas dos vilões americanos, faltava-lhe objetividade e, justamente por conta disso, jamais fora bem sucedido em seu propósito. A torta envenenada na cara causou-lhe apenas um incontrolável soluço que o atormentou por uma semana, além de uma diarréia dos infernos. Sobreviveu também ao choque da torradeira na banheira, mas o patinho de borracha não teve a mesma sorte. Da velha pistola d'água nem se fala. Certa vez tentou, ainda, intoxicar-se com o hélio dos balões, e acabou permanentemente com a voz esganiçada, o que atribuia-lhe efeito cômico mesmo nos momentos mais embaraçosos e inoportunos que vivesse.
...Mas Agenor Ladeira, o nosso ilustre palhaço, não fora sempre este incorrigível e deprimido suicida. Já tivera próspera carreira no circo. Respeitado por todos, era casado com a mulher barbada Marilu. Certo dia, porém, pedalando sua mini-bicicleta do trabalho para casa, pegou-a no flagra aos beijos com o barbeiro, com quem fugiu dias depois. Afogado em mágoas e dívidas de engraxate, Agenor nunca mais foi o mesmo. Desde então, decidido a dar cabo da própria vida, aprimorou-se nas entradas triunfais e saídas estratégicas. E, quando percebia a deixa do destino, não hesitava em concluir a piada. Mas nunca ria por último, coitado. Quando pulou da ponte José Pergolato Filho, ficou pendurado durante 5 longas horas, preso pelo cadarço desamarrado. Quando se jogava na frente dos carros, todos sempre paravam, confundindo o seu nariz com o semáforo.
...Enquanto isso, o palhaço Paçoquinha precisava continuar trabalhando. E lá ia ele, montado na sua bicicletinha, alegrar a festa de todas as crianças da cidade. E elas nunca se divertiram tanto, apesar dos pais acharem estranho o palhaço que modelava forcas e guilhotinas em balões coloridos e espirrava lágrimas pelas flores de lapela. Acontece que Paçoquinha era um palhaço nato, mesmo que não quisesse. E nunca foi tão aplaudido ou provocou tantas gargalhadas como quando engasgou naquele pedaço de marmelada, mudou de cor, abanou os braços, deu duas cambalhotas desengonçadas e estatelou-se no
chão.domingo, 22 de junho de 2008
outros tempos
O mosquito do cocô
do cavalo do bandido
picou o mocinho,
que morreu de dengue hemorrágica.
do cavalo do bandido
picou o mocinho,
que morreu de dengue hemorrágica.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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