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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

antimanual


Passei um bom tempo sem fazer quadrinhos, depois de anos produzindo e editando títulos para a Beleléu, criando projetos coletivos e participando de inúmeros eventos da área (sem nunca ter sido convidado). Desde o lançamento de Aparecida Blues — com roteiro de Biu, em 2011 —, não tinha tido nenhum estímulo significativo que me levasse a encarar essa jornada ingrata de produzir uma HQ de mais de 16 páginas, mas no último ano uma ideiazinha interessante andou martelando a minha cabeça. Não lembro exatamente quando esbarrei com o ISO 7000, provavelmente procurando referências para outro trabalho, mas ver todos aqueles pictogramas reunidos de uma só vez imediatamente me pôs a criar associações e narrativas — algo que o nosso cérebro está programado para fazer — e iniciou a vontade de um dia fazer algo com isso. Comecei a apreciar e colecionar as figurinhas e, meses depois, ensaiei os primeiros testes em forma de "quadrinhos", com 6 imagens em uma página e 6 blocos de texto correspondentes na página ao lado. Ainda não era nada, mas achei melhor consultar os especialistas para averiguar melhor. André Valente e Maria Clara Carneiro me asseguraram de que sim, eram quadrinhos, mesmo que ruins, e o melhor mesmo era continuar fazendo, por que não? A chamada de publicações da Desgráfica caiu como uma luva: eram quadrinhos experimentais, afinal, e a feira publicaria gloriosos 50 exemplares em capa dura sem que eu tivesse que gastar um tostão. Mais do que isso, agora havia um prazo para me obrigar a terminar a brincadeira. E foi mesmo uma espécie de jogo: para conseguir visualizar as mais de 200 imagens já devidamente extraviadas, acabei imprimindo tudo em formato pequeno, recortando e colando em folhas de chamequinho, com o desafio de inventar alguma narrativa para cada combinação, sem pensar demais e sem repetir quadros. Ao longo do processo, como geralmente acontece, o tema foi ficando claro. A formatação do texto passou de diálogos para regras e instruções de um manual imaginário, em referência direta à frieza das imagens técnicas, e, à medida em que fui passando para a montagem do livro em si, as sequências e capítulos foram se formando. Para minha surpresa, o projeto foi selecionado.


Desde o início, havia considerado o risco de enviar um material reapropriado para um concurso, mesmo que eu realmente ache o uso válido e não conflitante com os sagrados direitos patrimoniais dos detentores do copyright — e aí entraríamos em uma outra discussão interminável —, e havia pensado até em desenhar por cima de tudo, mas isso descaracterizaria aquele material tão asséptico, além de fugir da proposta de restrição: todas as imagens deveriam vir dali, sem intervenções. Também por isso, fiz questão de explicar claramente a empreitada na última página, com o link para o acervo das imagens, e uma declaração sobre "fair use", com questionamentos certamente válidos mas de pouca serventia jurídica — ou ao menos foi o que me informaram a uma semana do evento, um pouco antes de eu começar a divulgar o livro. Poderia mesmo pegar mal para os organizadores caso algum acionista suíço sem senso de humor por acaso esbarrasse com uma das suas 50 cópias e se sentisse ultrajado a ponto de processar a instituição, os patrocinadores e o autor. Eu entendo. Por isso mesmo, apesar de argumentar brevemente, achei prudente não criar caso e tirar meu cavalinho da chuva, levando-o para pastar em outra freguesia e imprimindo o famigerado livro por conta própria em alguma gráfica de fundo de quintal. Não tem nada de mais, é apenas um exercício narrativo oubapiano de "colagem" em forma de história em quadrinhos, mas viva a pirataria, de qualquer forma.

Pois ei-lo: ANTIMANUAL, em tiragem limitada de 100 cópias numeradas, como deve ser, e mais não digo sem a presença dos meus advogados.






Leia este texto também no Medium.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

coletânea chupa manga zine




Vou lançar uma coletânea com as últimas 8 edições do zine da Chupa Manga Records, na íntegra. São 220 páginas com textos, ensaios, entrevistas, transcrições e quadrinhos sobre música, num apanhado editorial bem específico e esquizofrênico. Basicamente, entra tudo o que der na telha, dentro do tema. O zine continua no segundo semestre, provavelmente bimestral, como tem sido. Enquanto isso, a coletânea está em pré-venda aqui, com preço promocional até 22 de julho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

uma história

quase não tenho feito quadrinhos, mas me dei ao trabalho de desenhar esse aqui para um projeto que acabou não saindo. o roteiro estava pronto há anos. a história completa está no medium.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

faça você mesmo/a

o novo chupa manga zine já está à venda, junto com a discografia completa do selo.
tudo caseiro, feito à mão e com carinho. mas é baratinho. olha lá.





segunda-feira, 1 de agosto de 2016

chupa manga zine nº2



compre o impresso aqui: chupamanga.iluria.com/pd-3069fd
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estarei na parada gráfica (museu do trabalho, porto alegre) nos dias 6 e 7 de agosto, para quem quiser conferir pessoalmente.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

chupa manga zine #1



15 x 17 cm
48 páginas em pólen soft, preto e branco
tiragem 300 exemplares
impresso no inverno de 2015


COMPRE AQUI

domingo, 20 de abril de 2014

cabeceira



o dinossauro arrumou um emprego, em cores, e está dando as caras no facebook/instagram da editora rocco em uma campanha para desmistificação do universo dos e-books.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

FRIQUINIQUE: última semana de pré-venda

Esta é a última semana de pré-venda do livro FRIQUINIQUE!
Até sábado ainda dá pra comprar com um descontão e surpresinhas aqui: http://belel.eu/friquipre
Depois disso, estaremos no FIQ e a loja entra em recesso até o fim de novembro.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Rudolfo e a Maquininha de Encolher Pensamento


Trecho da minha história para o zine Rudolfo e a Maquininha de Encolher Pensamento, título extra da serie FRIQUINIQUE, que sai em livro mês que vem. O zine traz quatro histórias inéditas, com tiragem limitada de 80 exemplares. Tudo isso está em pré-venda na loja da Beleléu.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

FRIQUINIQUE

Andei sumido, confesso, mas estive ocupado. Um dos motivos foi o livro do Friquinique, projeto antigo com Rafael Sica, Eduardo Medeiros e Elcerdo, que finalmente vai ver a luz do dia em um glorioso livro com capa dura. Sempre sonhei em fazer um livro com capa dura, mas é um luxo que costuma encarecer demais os projetos. Bem, esse merecia. Além disso, o livro virá com uma sobrecapa que se desdobra em um posterzão 80 x 60 cm, e 4 encartes com histórias inéditas, de 16 páginas cada. Não vai ficar barato, mas resolvemos bancar a empreitada com o suado caixa da Beleléu, resistência independente de subsistência editorial. Confesso, em um momento de deslumbramento cogitamos abrir um famigerado crowdfunding para conseguir levantar o montante necessário. Porém, após uma profunda pesquisa o mecanismo revelou-se insatisfatório para nossos ideais. Explico: além de o processo ser um projeto em si mesmo, de divulgação, administração de recompensas, produção de vídeo e assim por diante - com o agravante de os autores morarem em 3 estados diferentes -, além da suave taxa de intermediação da plataforma, teríamos que estabelecer como meta O DOBRO do que de fato precisamos para a impressão. Cientes disso, decidimos bancar a coisa toda, como temos feito desde o começo. Que fique claro então, caríssimos leitores, que os autores só levarão algum tostão após o retorno do investimento, do lucro líquido resultante da venda de pelo menos 300 exemplares. Ou seja, nos ajudem! Comprem o livro na pré-venda, com um lindo desconto, e o recebam no conforto de seus lares, investindo diretamente no suor dos autores e do editor - aqui sim, sem intermediários! Além do livro, faremos um zine inédito com edição limitada chamado "Rudolfo e a Maquininha de Encolher Pensamento", com 4 histórias sobre momentos diferentes da vida do mesmo personagem; e, para bolsos apertados, disponibilizamos os encartes em edições artesanais como teaser. Possivelmente teremos mais algumas surpresas pela frente, até o dia 2 de novembro, fim da pré-venda. E de 13 a 17 de novembro lançaremos o Friquinique oficialmente durante o FIQ, em Belo Horizonte, com a presença dos autores (junto com o novo livro de Bruno Azevêdo, em co-edição com a maranhense Pitomba, mas isso é outra história). Ufa.

          
[pré-venda] Friquinique



sexta-feira, 12 de abril de 2013

G A S T U R A

comecei uma nova série semanal com o chapa André Valente:
se chama GASTURA, e é uma história em quadrinhos animada,
de trás pra frente, toda sexta, em gastura.tumblr.com