sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

portugal

três trabalhos meus estão circulando lá no velho continente, para quem estiver por lá:

uma ilustração no livro massive, da chili com carne.

um quadrinho no livro seitan seitan scum, idem.

e uma serigrafia na exposição åbroïderij HA!, que fica na bedeteca de beja até 20 de março.



desculpem o meu português.

invisível



a versão animada você confere no blog da beleléu

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

dominó


em breve começaremos uma brincadeirinha lá no blog da Beleléu, fiquem de olho.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

aparecida blues


primeira página de um projeto com roteiro do camarada biu

domingo, 10 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

+soma

tem quadrinho meu na revista +soma desse mês!
e ainda: rafael sica, nik neves, e entrevista com robert crumb.

clique na imagem para baixar gratuitamente.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

vida acadêmica

(...) A mão mais rápida que os olhos, o que os olhos não vêem nem os ouvidos ouvem o coração não sente. O montador é o prestidigitador que distrai a platéia com uma das mãos na assistente enquanto a outra puxa o coelho da cartola. Montar é organizar e desorganizar o tempo. Saber a hora de cortar e de estender o momento. É deixar claro que o filme não passa de um filme, ou iludir o espectador com cortes invisíveis e raccords perfeitos. O bom montador é um compositor que sabe a hora das pausas, que percebe e trabalha a harmonia, espacial, e a melodia temporal do filme. Montagem é ritmo. É saber a hora do tango, da valsa, do forrobodó. É determinar intenções, acrescentando ou suprimindo um levantar de sobrancelhas, uma respiração, uma hesitação do personagem ou do próprio ambiente. É saber perceber as coincidências, as semelhanças, ecos e tonalidades de planos diferentes, preparar o espectador para algo que ainda está por vir, lembrar o espectador do que já veio, mentir descaradamente, suspender tensões, trapacear. (...) Também é experimentar, desrespeitar a lógica, saber dar chance ao acaso e à coincidência, reconhecer boas idéias no erro. É fazer associações estapafúrdias. Sintetizar sentidos ocultos. Tirar leite de pedra. Às vezes montar é repetir. Às vezes montar é repetir. Às vezes montar é repetir. Às vezes montar é quase repetir, mas um pouco diferente. É puxar a atenção para o que interessa, mesmo que não seja o óbvio. Montar é hipnotizar. Esconder e mostrar. Montar é rimar. Ou bagunçar, jogar a merda no ventilador. Ser açougueiro, e cirurgião plástico nas horas vagas. É deixar para a imaginação do espectador o espaço entre os quadros. Tirar o tempo morto, poupar a paciência, inventar elipses. Mover-se no tempo. Mover-se a tempo. É deixar o filme com a duração necessária, o comercial com os 30 segundos aceitáveis no intervalo do jornal. É desapegar-se do que não funciona. É perseguir um sentimento a qualquer custo. Criar verdades a partir de mentiras, e vice-versa. É como aquele filme ruim baseado numa idéia boa, em que o Robin Williams é o editor do chip das memórias dos mortos, e transforma vilões em heróis para o filme do velório. Montar é cortar a hora em que o noivo cutuca o nariz e a noiva tropeça. É reduzir o discurso do padrinho bêbado e pular logo para a piada do final. É guardar o melhor para o final. Montar é dominar o cavalo mas deixá-lo comer uma graminha de vez em quando. É obsessivo e trabalhoso. Demora. Pelo menos com o advento dos computadores as possibilidades tornaram-se realmente infinitas. Mas eles não tomam decisões por ninguém, ainda bem. Por um lado, democratizaram o acesso às ferramentas de edição - por outro, qualquer dia explodem entupindo o planeta de filmagens caseiras de youtube e pornografia barata. Aí era uma vez um montador. Ou vários. Montar é escolher a ordem dos ingredientes, dosar a quantidade, adaptando a receita, que é o roteiro. É juntar as peças do quebra-cabeça. Seja com cutelo, guilhotina, bisturi, estilete, alicate, ou até mesmo a marretadas. É amarrar as pontas e o nó do cadarço para o filme não tropeçar. Os russos brincaram a valer com a montagem. Eles não tinham computador nem bomba atômica. Também não tinham mandado nenhum cachorro para o espaço. Hoje em dia, cachorros são o de menos. As ameaças espaciais alienígenas estão em alta, na verdade sempre estiveram - até quando o negócio era o rádio e os locutores ainda não tinham dirigido filme nenhum. Os extraterrestres e os terroristas, que compraram as bombas atômicas desativadas dos russos. Mas isso não nos interessa porque os dois só atacam os Estados Unidos, ainda bem. Pelo menos eles têm os efeitos especiais para se defender de qualquer ameaça. Montar é organizar as idéias, mesmo que de forma caótica. É encher o papo da galinha de grão em grão. É segurar o suspense da última cena, logo que o filho bastardo da protagonista descobre que o pai é o padeiro careca do outro canal, para segurar a audiência angustiada até o próximo capítulo. É fazer uma pessoa conversar com a outra ao telefone, alternando o plano do rosto de cada um, e tornar isto plausível e aceitável, mesmo que seja engano. É fazer o público acreditar que o Steven Seagal realmente é um exímio bailarino e o Fred Astaire faixa preta em artes marciais tailandesas. Ou que os caras do CQC sejam mesmo engraçados. Fumaça e espelhos. O velho truque da mulher-gorila Monga. Talvez mais sutil, mas não menos enganador. Que o digam os telejornais, de preferência com o semblante sério e pesado como uma âncora, música triste ao fundo. Boa noite. Corta para o comercial. A Fátima errou a entrada, o Bonner olhou para a câmera errada, quem sabe faz ao vivo, agora só na retrospectiva de fim de ano. É o cúmulo do absurdo. “Isto é uma vergonha”, já diria o Boris com aquele narigão, olhos nos olhos, sem titubear. A vida é só um intervalo entre um jornal e outro, um capítulo da novela e outro, uma partida do campeonato e outra. Mas elipse só quando a gente dorme, e se sonhar já era. Mentira, quando se fica de porre também. E é aí que acontecem as reviravoltas imprevisíveis do enredo. Puxando pra comédia ou pra tragédia, quem sabe. Dizem que antes de morrer a nossa vida passa diante dos olhos em um segundo. Isto é que é síntese, a montagem mais objetiva do mundo, sem direito a replay nem super câmera lenta. Aí sobem os créditos. É isso, montar também é saber encher lingüiça com estilo. Pelo menos tem dado certo pra muita gente. Concluímos, portanto, que a montagem coloca cada coisa no seu devido lugar. Obrigado.

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O primeiro, ensaio sobre montagem. O segundo, panfletagem sobre as eztetykas de Glauber Rocha.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

lançamento

Sábado agora é o lançamento oficial do Pindura 2010 em Brasília!
Garanta o seu!

E em breve, lançamento no Rio.

cartaz por Caio Gomez

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

higiene pessoal

Impressão Digital, 2009.

Pôster com tiragem limitadíssima de 2 exemplares.
Garanta o seu neste domingo.

Também estarão à venda os modelos feitos pelos colegas Lafa, Arruda e Elcerdo.
Além de exclusivos ímãs de geladeira Beleléu.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

manual de instruções

Como você irá perceber, o aparato para contagem dos dias do ano tm desta vez é semanal, o que significa que será preciso a atenção e colaboração do leitor para virar as páginas com destreza, ao fim de cada período de sete dias. Foram incluídas, ainda, as fases da lua e os feriados nacionais, para alegria dos plantadores de batata e enforcadores de semana ocasionais. O aparato para contagem dos dias do ano tm deve ser utilizado da seguinte maneira: comece pelo começo, vá até o fim e tudo dá certo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

halloween / dia de los muertos

estarei em brasília de 31 de outubro a 3 de novembro.

encomendas de beleléu pelo gmail: stevzstevz

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

slide

idéia para música nova.

não tenho conseguido me dedicar muito a isso, espero que em breve volte.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

na academia brasileira de letras

quadrinhos à máxima potência
Desenhos e textos de Alex Vieira, Allan Sieber, André Dahmer, Andrei Duarte, Arnaldo Branco, Caio Gomez, Chiquinha, Daniel Lafayette, Eduardo Arruda, Fábio Lyra, Fábio Zimbres, Gregorio Marangoni, Igor Machado, Laerte Coutinho, Leonardo, Leonardo Pascoal, LTG, Pablo Mayer, Rafael Polon, Rafael Sica, Stêvz, Tiago Lacerda
a exposição oubapo faz parte do evento
de 21 a 30 de outubro de 2009