Bons os tempos em que tentavam nos empurrar apenas a roupa do imperador. Isso já não é exclusividade da indústria da moda. Hoje em dia, vendem não só a roupa, mas a dieta, os acessórios, o perfume, a música, as convicções, o silicone, o penteado e as vitaminas do imperador. Vinte e quatro horas por dia, pelo telemarketing, outdoors, pop-ups, spams, flyers, filipetas, reclames, anúncios, bulas, comerciais, banners e cartões-postais e, o pior: FORA DELES. Os advogados, jornalistas e publicitários do imperador fazem muito bem o seu trabalho, e quanto mais eficientes, mais invisíveis. Está em toda a parte, estamos cercados e não há como correr. Mas o lifestyle do imperador também não é exclusividade das monarquias e do high-society, é democrático e aceita cheque, cartão, tíquete e caução, em suaves 365 parcelas (fiado, jamais), com juros de apenas 100% ao ano (e não estamos falando de dinheiro). Mas isso, infelizmente, nem todos conseguem ver.
Um comentário:
a teoria revolucionária é, agora, inimiga de toda ideologia revolucionária, e sabe que o é.
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